Sim, pode existir. A tristeza é o que geralmente leva à busca pelo tratamento. Mas, alguns pacientes podem não apresentar tristeza, e sim interesse ou prazer marcadamente diminuídos em suas atividades.
Para o diagnóstico do Transtorno Depressivo Maior, é necessário a presença de humor deprimido ou o interesse ou prazer reduzidos em realizar atividades que anteriormente sentia prazer (como sair com os amigos, conversar, fazer exercício físico, “nada mais traz prazer”, “nada mais o anima”, “não sente mais prazer nos hobbies ou no trabalho”), associado a outros sintomas como capacidade reduzida de concentração ou indecisão acentuada, baixa autoestima ou culpa excessiva e inadequada, desesperança, pensamentos recorrentes de morte, mudança significativa no apetite ou peso, insônia ou sono excessivo, agitação ou retardo psicomotor, energia reduzida, fadiga ou cansaço acentuado.
O Transtorno Depressivo Maior (TDM) afeta cerca de 185 milhões de pessoas no mundo e a prevalência é 2 vezes maior nas mulheres.
Pode ser causado por um efeito combinado de diversos fatores como: genéticos, psicológicos (padrões cognitivos), biológicos (inflamatórios) e ambientais (como eventos negativos recentes na vida e maus tratos na infância).
Como psiquiatra, percebo que o estigma relacionado a depressão ainda é muito presente, levando à demora em procurar o tratamento.
Bem como, buscar por ajuda profissional é uma ato de cuidado, para com você e toda a família.
